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domingo, 17 de junho de 2012

Empresas na Alemanha temem consequências de abandono da energia nuclear por parte do país

Fonte: Site da Eletronuclear (via Nucnet)

A maioria das empresas alemãs está preocupada em perder competitividade devido a um aumento nos custos de energia elétrica decorrentes da decisão do governo do país de abandonar a energia nuclear e investir em fontes renováveis. Essa é a conclusão de uma pesquisa feita pela Ernst & Young com 235 empresas privadas e públicas. A consulta foi encomendada pela Agência de Energia Alemã (Dena).

O relatório afirma que 60% das companhias consultadas esperam um aumento nos custos de produção devido aos preços crescentes da energia elétrica. Além disso, mais de 40% esperam uma deterioração significativa no fornecimento energético.

Segundo a pesquisa, a indústria alemã expressou grande preocupação em relação à legislação e à regulação do setor, à viabilidade econômica do suprimento de energia elétrica no país e à segurança energética. Há ainda uma grande discrepância entre o clima na indústria e nos círculos políticos, onde a visão da transição energética pela qual o país passará é muito mais positiva, afirma o documento.

Transição custará bilhões de euros

O governo alemão pretende investir bilhões de euros na matriz elétrica nacional, na medida em que o país se prepara para ser abastecido predominantemente por energia eólica e solar, além de novas usinas a carvão e gás, o que pode exigir subsídios públicos.

A coalizão governante no país marcou para 2022 a data de desligamento de todas as 17 usinas nucleares alemãs. Os sete reatores mais antigos, que foram desligados temporariamente depois do acidente de Fukushima Daiichi, e a usina de Kruemmel – que estava desligada desde 2009 devido a problemas técnicos – não voltarão mais a operar.

Seis outras unidades seriam desligadas, no máximo, até 2021. As três usinas mais novas – Neckarwestheim 2 (que entrou em operação comercial em 1989), Isar 2 (1988) e Emsland (1988) – seriam, por fim, desativadas em 2022. Mais informações podem ser encontradas no site da Dena.

Usinas nucleares na Alemanha: desligamento previsto de todas as usinas em 2022.
Legenda:
Barra amarela: início do funcionamento comercial
Barra laranja: término do funcionamento, devido à lei nuclear de 2002,
pelo governo anterior
Barra listrada: prorrogação do funcionamento, autorizado em 2010,
pelo governo atual (antes de Fukushima)

Ponto amarelo: em funcionamento
Ponto laranja: desligada


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quarta-feira, 30 de novembro de 2011

O exército dos fantasmas da radiação

O fantasma da radiação assombra a sociedade há pelo menos meio século. E o grupo de artistas anônimos Luzinterruptus transformou esse nosso medo de fantasma em arte/protesto contra a energia nuclear.

A instalação Controle Radioativo foi montada em Hamburgo, na Alemanha, para o festival de música e arte Dockville, em Agosto desse ano. Nela, um exército de 100 figuras humanas vestidas com "roupas anti-radiação" e iluminadas "avançavam" em direção ao local do festival.

O objetivo era "convidar as pessoas à reflexão" sobre o uso da energia nuclear e seus efeitos à saúde e ao meio-ambiente. Segundo o manifesto do Luzinterruptus, eles queriam "simular, para o festival, uma vida sob constante ameaça de acidentes nucleares".

Vejam algumas fotos:






Bonito, não? Parece mesmo um exército de fantasmas da radiação! Inicialmente, achei a proposta interessante. De fato, uma das manifestações contra a energia nuclear mais artísticas que já vi.

Entretanto, gostaria de chamar a atenção para um ponto. Ao usar estas figuras fantasmagóricas e associá-las ao símbolo radioativo do trifólio, o grupo Luzinterruptus contribui para mitificar ainda mais a radiação!

De fato, o interessante dessa manifestação é que além de representar a materialização do senso comum (o medo da radiação) que a grande maioria das pessoas cultiva consciente ou incoscientemente, ela reflete, também, o clássico discurso do contra que desde a década de 60 já apela ao medo nuclear (já falei um pouco disso em outro post). A expressão "uma vida sob constante ameaça de acidentes nucleares" usada pelo grupo me leva a apostar que essa foi sua motivação.

Se a missão era realmente "convidar à reflexão" acerca do uso da energia nuclear, acho que o grupo falhou. Na prática, acredito que o máximo que eles conseguiram foi (re)acender o medo nuclear. Infelizmente.


Para saber mais:

Site dos Luzinterruptus - Under nuclear threat


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sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Aumenta exportação de eletricidade para Alemanha

Os fluxos líquidos de energia elétrica entre a França e a Alemanha têm aumentado significativamente nos últimos seis meses. Segundo a EDF, empresa que gerencia a eletricidade da França, em parte isto ocorreu devido ao encerramento dos reatores nucleares na Alemanha após o acidente de Fukushima-Daiichi.

A empresa francesa disse que havia 4,4 TWh das exportações líquidas entre abril e setembro de 2011, em comparação com 0,6 TWh no mesmo período em 2010, isto é, uma exportação líquida 7 vezes maior neste ano.

De acordo com a EDF, isto ocorreu por causa da combinação de uma maior disponibilidade nuclear francesa e menor demanda doméstica por causa do clima mais ameno.

Após o acidente em Fukushima, a Alemanha fechou os seus sete reatores mais antigos e disse que eles não serão reiniciados.

Fonte: Atividades Nucleares

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